Conheça Sandra Santos Coaching da Seleção de Futebol Feminina

Sandra Maria dos Santos, 41 anos de idade, filha mais velha de uma família de três filhos, capricorniana, que desde os 18 anos acredita na construção de um mundo melhor através do esporte.

Foto: CBF/Divulgação

Descobriu sua paixão pelo movimento e a coragem de encarar a vida no início da adolescência, quando dançava em grupo e foi desafiada por sua professora para encarar o espelho e o palco, independente de ser ou não a melhor do grupo. "Ela sempre dizia: se você não encarar você mesma, não vai encarar nada na vida", frase que utiliza como crença fortalecedora desde então.

Como toda mulher, especialmente as que atuam no futebol, é guerreira, apaixonada pela vida, família, esporte, natureza, cachorro e pela sua profissão.

"Minha missão de vida está em contribuir com o desenvolvimento humano atuar como facilitadora auxiliando pessoas e equipes reconhecerem e colocar em prática suas forças internas em benefício próprio e para um bem maior" (Sandra Santos).

Sandra Santos atualmente é coach da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, trabalha em projetos para formação de atletas, realiza palestras, coaching individual e em grupo.

Como iniciou sua carreira ?

Iniciei minha carreira no esporte aos 20 anos de idade como professora de futebol no projeto social da faculdade onde cursava Educação Física. Nessa época, somente meninos faziam parte do projeto social de futebol. Fui, também, jogadora em um time de futsal e, rapidamente, passei a atuar como auxiliar e treinadora.

A partir daí e ao longo de 15 anos, aproximadamente, fui treinadora no futsal, futebol society e campo, em times masculinos e femininos. Fui eleita, em 2004, nos Jogos Regionais, representando a cidade de Cotia/SP, como a melhor técnica do Estado de São Paulo. Neste período, desenvolvemos a modalidade na cidade e apresentamos resultados especiais e, como técnica de Seleção Paulista de Futebol de Campo, fizemos amistosos contra a Seleção Brasileira, Seleção dos EUA e várias clínicas com equipes de fora do Brasil.

Até hoje encontro frutos desta época, atletas no futebol profissional, formadas em faculdades, e com passagem na Seleção Brasileira. Sinto orgulho e carrego muitos aprendizados dessa história.

Enfrentou alguma dificuldade, preconceito neste período?

O preconceito sempre esteve presente, fatos como, a falta de igualdade nas condições de trabalho, o julgamento que “mulher não sabe jogar”. Lembro que, muitas vezes, não tinhamos nem mesmo recursos minimo para realizar os treinos, nem tampouco, alimentação adequada.

Acredito que atualmente estamos vivendo um momento especial de crescimento e valorização da modalidade, momento de revelar talentos profissionais dentro e fora do campo, dar condições de trabalho e deixar as mulheres definitivamente entrarem em campo para brilhar.

Foto: CBF/Divulgação

Como foi está passagem de treinadora para coach?

Depois de graduada em Educação Física, fiz parte do grupo de estudo em Psicologia Esportiva pela USP, onde também cursei minha primeira pós-graduação em treinamento esportivo com enfâse no futebol. Nesse período de muitos estudos, fiz uma pausa nos treinamentos de futebol profissonal entre 2005 e 2009, me entreguei ao universo da “corrida de rua” e ao futebol como desenvolvimento humano. A experiência no mundo corporativo através da assessoria de corrida e trabalho com comunidade através do futebol ao mesmo tempo, me fez crescer muito como pessoa e profissional. Foi ótimo, tenho eterna gratidão pelas pessoas que fizeram parte dessa fase.

Em 2010, retomei a carreira como preparadora física da Associação Portuguesa de Desportos, ao lado da Emily Lima, como supervisora técnica. Foram duas temporadas incríveis pois além de reafirmar a minha paixão pelo esporte, pude conhecer a Emily como profissional e, mais uma vez, obter importantes aprendizados com grupo.

Ao longo dessa trajetória, foi ficando clara para mim uma necessidade mais forte: sentia que precisava estar no esporte de outra forma, não mais como treinadora ou como preparadora física. Me lembro que ouvi pela primeira vez a palavra Coach como abordagem de desenvolvimento de pessoal, em 2011, durante a pós-graduação em Qualidade de Vida e Felicidade que cursei na PUC em São Paulo. E assim é que vim caminhando... cada vez mais apaixonada por psicologia, vida e desenvolvimento de pessoas. É isso que eu quero fazer, é para isso que estou aqui!... rs

Com plano de ação em mãos e foco, em 2012, com a Formação de Coach concluída, iniciei os primeiros trabalhos utilizando técnicas de coaching com uma equipe de futebol masculino, alguns atendimentos individuais, trabalhos com liderança esportiva e comunitária entre outros. Cada dia mais certa do que considero minha missão e da contribuição importante para o cenário esportivo, criei o PRAIVE Programa para Resultados de Alto Impacto na Vida Através do Esporte. Em 2015 tive a oportunidade de realizar um treinamento com a equipe de futebol feminino de São José dos Campos, comandada pela treinadora Emily Lima.

Fale mais sobre o PRAIVE.

O PRAIVE é um programa de autoconhecimento e desenvolvimento humano através do esporte. Estruturado e desenvolvido para diferentes públicos e fundamentado nos princípios da antroposofia, psicologia esportiva, psicologia social, liderança e coaching.

Tem o objetivo de potencializar habilidades de liderança, ampliar a visão sobre sucesso, resgatar valores e propósitos de vida e carreira, despertar o empreendedorismo, compartilhar aprendizados, além de conduzir o participante para melhoria contínua dos resultados na vida esportiva e na vida pessoal e, consequentemente, fazer a diferença na sociedade e no mundo.

Atendemos alunos, atletas, equipes, gestores de Ongs e clubes.

Como é ser Coach da Seleção Brasileira Feminina?

É parte de um sonho em andamento..... nos meus melhores anos como treinadora já sonhava em fazer parte da Seleção Brasileira Feminina. A minha forma de acreditar nas jogadoras, pois conhecia e acompanhava de perto cada uma delas, e, a a minha autoconfiança me levaram a ter esse sonho..... eu só não imaginava que seria a primeira coach da seleção! rs...

Trabalhar ao lado da Emily, primeira técnica da seleção, é, sem dúvida, uma honra e uma motivação ainda maior para seguir esse meu caminho, pois conheço o seu profissionalismo e sei de sua paixão pelo faz. E isso, só me deixa mais focada para fazer o meu melhor aqui e agora!

Atuar como coach da Seleção Brasileira Feminina é trabalhar em equipe, pois somos uma construção coletiva, vinculados pela confiança, pelo prazer do trabalho e foco para contribuir com o melhor da cada um.

Sinto que o nosso comprometimento é total e acreditamos que o impossível é temporário. Assim como um dia acredtitavam que era impossível ter uma mulher no comando da seleção.

O que fazer para ser coach?

Eu acredito que “ser coach” é um processo contínuo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, ou seja, estar sempre em busca de se conhecer, identificar as próprias forças e fraquezas e aprender a lidar com elas para poder auxiliar o outro no seu desenvolvimento, bem como, para saírem de uma situação atual desconfortável, para se dirigir para outra desejada e confortável.

Existem boas escolas formadoras de Coaches, mas pelo não reconhecimento ainda da profissão e falta de uma regulamentação específica, a minha recomendação é que cada um faça sua escolha conforme suas crenças e valores.

Realizei o curso de Formação de Coach fundatamentado na Psicologia, Neurociência, PNL (programação neurolinguistica), além de outros cursos de desenvolvimento humano baseados na antroposofia, além das práticas diárias de meditação que contribuem fortemente para que eu tenha foco no meu dia-a-dia.

(Foto: Documento Pessoal)

Qual o seu maior objetivo?

Meu maior objetivo é atingir excelentes resultados como Coach contribuindo para um novo cenário no esporte onde a transformação social seja nosso maior título.

Hoje estou faço parte do movimento EducAtleta, trata-se de cursos online gratuitos para atletas, do projeto “Em Campo” Futebol e empoderamento feminino e a Seleção Principal de Futebol Feminino.

É forte a minha crença na transformação social pelo esporte e minha contribuição nesta história é o legado que eu quero deixar, além de fortalecer a presença do profissional Coach trabalhando o aspecto humano com equipes de alto rendimento. “Já ouvi de meninos e meninas que sonham se tornarem coach quando parar de jogar”.... rs. Confesso que isso me deixa muito feliz!

Uma mensagem: O impossível é temporário, desenvolva o seu melhor agora!


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